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Mesmo com a migração de muitas informações corporativas para o ambiente da nuvem, quando o assunto é “segurança da informação” o foco volta-se para o já conhecido data center físico. Atualmente esta solução é indicada para empresas em expansão – com unidades e filiais espalhadas – ou empresas que precisem armazenar informações virtuais no próprio escritório. 
O nacional Data Bunker TIER4 é uma solução modular customizada para atender  necessidades específicas de empresas brasileiras: startups, redes varejistas, órgãos governamentais, escritórios jurídicos e financeiros, são alguns dos alvos desta inovação em Segurança da Informação da TIER4.
 
Seguro para espaços compactos, a parte interna do micro data center abriga um rack de 19 polegadas de largura, com capacidade expansiva para até 36 U’s livres (opcional). A solução tem proteção e detecção de incêndios (FM-200), ar condicionado de precisão e UPS (redundância opcional), acesso biométrico com senha, monitoramento 24h, com CFTV, DCIM integrado (100% monitorado), atenuador de ruídos, proteção contra água e poeira (IP65), além de rodízios e ilhós para transporte. 
 
Em entrevista, Marcio Parra, especialista em telecomunicações e elétrica, gerente de engenharia e projetos da TIER4, apresenta detalhes do Data Bunker e as razões para a nova aposta da TIER4.
 
DatacenterDynamics: Que importância tem para uma empresa manter um data center? 
 
Márcio Parra: Se a empresa não tiver um data center funcionando, os funcionários não acessam e-mails, arquivos, notas de faturamento e outros importantes documentos, que não podem ser armazenados em qualquer lugar. Ou seja, os funcionários não podem trabalhar em rede e, por sua vez, a empresa não fatura. Isso porque hoje todas as operações são feitas por meios eletrônicos. Sem contar com  acesso remoto e com armazenamento em nuvem. Nas indústrias, por exemplo, é cada vez mais comum que os maquinários trabalhem por ordem de serviços computadorizados. Do chão de fábrica ao recebimento, a empresa depende de centros que armazenam dados para permanecer ativa e em constante crescimento. 
 
DCD: Que outro risco corre uma empresas que não investe em infraestrutura de data center? 
 
M.P.: No Brasil, é alto o risco de termos uma crise energética. Temos passado por uma seca fora dos padrões normais nos últimos meses, e não tivemos investimento suficiente nas linhas de transmissão. Hoje temos muitas falhas, e se as empresas continuarem crescendo, a falta de energia será cada vez mais frequente. Hoje, muitas empresas já passam por esse problema de instabilidade de energia. Já o equipamento que conta com um nobreak, com apoio de um gerador tem o pleno funcionando do negócio, mesmo em situações adversas. 
 
DCD: Qual é o investimento médio que as médias e grandes empresas fazem para manter um data center eficiente? 
 
M.P.: O que se paga hoje em equipamentos é bem inferior ao que se pagava no passado, mas quando se fala em servidor os investimentos são altos. São equipamentos sofisticados, geralmente importados, com altas taxas de impostos, em torno de R$ 100 mil e R$ 200 mil, ou mais. Quando se fala em software o valor é multiplicado, porque envolve o preço da propriedade, do desenvolvimento do software, da licença, etc. Quando você soma tudo isso, o valor investido pela empresa pode chegar a milhões. 
 
DCD: Que opções de data center as PMEs têm disponíveis no mercado nacional, com melhor custo-benefício? 
 
M.P.: Pensando em facilitar a vida dos profissionais de TI, já existem equipamentos que dão toda a garantia de um data center completo, mas de uma forma mais compacta e móvel. O Data Bunker TIER4, por exemplo, tem essa facilidade. Ele vem pronto de fábrica. Basta ligá-lo na tomada e todos os equipamentos de informática da empresa estarão seguros nesse processo. A empresa não precisará investir em infraestrutura ou em um sistema de combate a incêndio dentro da sala. O Data Bunker já conta com paredes com uma proteção especial para preservar os dados que estão lá dentro. Há ainda um sistema de extinção automática de incêndio. Caso aconteça qualquer problema, ele será rapidamente controlado. A empresa também não precisa se preocupar com sistema de ar condicionado para o equipamento não esquentar. O Data Bunker conta ainda com dois sistemas de controle de acesso, além de uma câmera filmando tudo isso. Todas essas facilidades estão combinadas em uma mesma máquina. 
 
DCD: O Data Bunker serve como alternativa apenas para micro e pequenas empresas? 
 
M.P.: Não. Uma empresa grande, que tenha várias filiais, por exemplo, pode também usar o Bunker para proteger seu serviço local. E o melhor: é possível fazer esse monitoramento à distância. O bunker da filial faz uma comunicação com a central e envia informações sobre a temperatura e umidade da sala onde está o data center. Se houver qualquer problema no local, a matriz é notificada na hora, ou seja, nada é perdido, já que o sistema opera em um backup da empresa.
 
DCD: Atualmente, como as micros, pequenas e médias empresas brasileiras observam o valor dos data centers? 
 
M.P.: A área de data center nessas empresas geralmente conta com instalações precárias, infelizmente. As organizações sabem da importância de armazenar com segurança seus dados, então, investem uma fortuna em softwares e hardwares, mas deixam a infraestrutura de lado. É comum encontrar salas pequenas improvisadas, na verdade copas, transformadas em ambiente de data center. O que é mais uma dificuldade para os profissionais que atuam nessas condições. 
 
DCD: Além da praticidade e segurança, quais outras vantagens a empresa que opta por um data center mais compacto tem? 
 
M.P.: A empresa ganha muito em deslocamento e tempo, já que poderá transferir seu data center de lugar com muito mais rapidez e praticidade. Como é comum que muitas empresas estejam em locais alugados, sempre se movimentando, perde-se muito tempo para retirar o equipamento, e mais ainda para instalá-lo novamente.