Tim Höttges
– Deutsche Telekom

O diretor-geral da Deutsche Telekom, Tim Höttges, afirmou que a Europa precisa de sua própria versão do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), que é dirigido por Elon Musk nos Estados Unidos.

Além disso, afirmou que há burocracia em excesso na região, como também apontaram vários operadores europeus durante o evento Mobile World Congress (MWC) realizado nesta semana em Barcelona.

O DOGE foi estabelecido pela administração do presidente Donald Trump como parte de seus planos de campanha para reduzir significativamente os gastos federais.

"O que a Europa precisa é um DOGE", disse Höttges durante uma conferência. "Precisamos de uma iniciativa para reduzir essa burocracia e essa administração aqui, porque há dezenas de milhares de pessoas sentadas lá administrando nossas indústrias", acrescentou.

Os operadores europeus, em particular, têm enfrentado dificuldades durante a era 5G, e o continente ficou muito atrás da China e dos Estados Unidos.

Para colocar em contexto, um relatório técnico recente da Ookla destacou o tamanho da diferença no lançamento das redes 5G Standalone (5G SA).

A partir do quarto trimestre de 2024, a China tem disponibilidade de 5G SA em 80% do país, seguida por 52% na Índia e 24% nos Estados Unidos. Enquanto isso, o 5G SA está disponível apenas para 2% da população da Europa.

É hora de consolidar?

Höttges sugeriu que agora é o momento para a consolidação das telecomunicações na Europa, comentários que fez em eventos anteriores do MWC.

"Não há razão para que cada mercado tenha que funcionar com três ou quatro operadores", afirmou. "Deveríamos construir um mercado único europeu."

Ele não foi o único CEO a pedir a consolidação do mercado. Murtra, da Telefónica, também estaria interessado em fusões.

Murtra observou que a excessiva regulação e fragmentação do setor TMT na Europa fez com que o continente ficasse para trás.

"Acreditamos que é hora de permitir que as grandes empresas de telecomunicações europeias se consolidem e cresçam, para criar capacidade tecnológica", afirmou.

Nos Estados Unidos, o DOGE foi criticado por demitir trabalhadores federais críticos, às vezes recontratando-os e inflando de maneira incorreta o quanto economizou.