A BrPhotonics (BrP), empresa criada a partir de joint venture entre o CPqD e o grupo norte-americano GigPeak e também sócia da Finep, foi fechada no início deste ano e recebeu propostas fechadas para a aquisição de seus ativos no mês de fevereiro. A Skylane Optics foi uma das interessadas nas instalações industriais da BrP, principalmente na linha de dispositivos fotônicos integrados, em substrato de polímero e em silício, o receptor em silício, e o laser sintonizável de cavidade externa.
No entanto, embora tenha feito sua proposta de acordo com as instruções da BrP, não obteve nenhuma resposta até o momento. “Contávamos com esta transação para expandir nossas operações em Campinas, mas como não tivemos nenhum retorno vamos buscar outras instalações”, diz Rudinei Santos Carapinheiro, diretor de novos negócios da Skylane.
As operações da BrP foram descontinuadas e não se sabe o andamento do processo. Sua capacidade instalada pode produzir cerca de 1000 chipsets por mês, dispositivos que integram os transmissores e receptores ópticos das redes de transmissão de 100 Gbps até 1 terabit por segundo (Tbps), em redes de fibra óptica de longa distância ou metropolitanas (metro) e para prover conectividade em cloud computing.
A BrP recebeu RS$ 70 milhões de investimentos do governo em três anos e oficialmente apenas outros dois países fabricam esse chipset: Cingapura e a Bélgica, país de origem da Skylane Optics.
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