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A British Telecom anuncia investimentos para dobrar, em três anos, o volume de negócios na América Latina, chegando a algo em torno de US$ 1 bilhão. De acordo com a companhia, a América Latina representa um mercado com potencial de quase R$ 35 bilhões e projeção de crescimento de 7% ao ano para gastos em produtos e serviços de TIC.

Segundo pesquisa da provedora, o mercado da região para suas soluções apresenta um potencial de US$ 20 bilhões. Além disso, a empresa anima-se com investimentos da ordem de  US$ 450 bilhões em desenvolvimento de infraestrutura na América Latina.

Não foram revelados os valores do investimento, mas eles compreendem a contratação de 250 colaboradores, aumento da oferta de Professional Services e abertura de novos Centros de Excelência no Rio de Janeiro (tecnologia e serviços de satélite); Bogotá (segurança e datacenter) e Cidade do México (telefonia IP e contact centers).

Os planos envolvem, ainda, melhorias da rede, com ampliação da cobertura por meio do aumento do número de pontos de presença MPLS em 20% e lançamento de serviços Ethernet em 21 novas cidades. Hoje, a rede MPLS da BT conecta 37 mil pontos em toda a América Latina via satélite.

Com a expansão da estrutura, a companhia também projeta melhorias na infraestrutura de datacenters, que irá permitir atender a clientes regionais em expansão global e multis de outros continentes com operações em crescimento na América Latina.

Jeff Kelly, CEO da BT,  diz que a estratégia de investimentos regionais também compreende o lançamento de mais de 30 novos produtos e serviços, focados na área de contact centers, com incremento de ofertas em nuvem e de soluções de comunicação unificada, hospedagem e segurança.

Hoje, a BT já atende a mais de 1,3 mil clientes na América Latina, incluindo multis como Unilever, Basf, Fiat e Rhodia. Em 2011, novos clientes conquistados principalmente no Brasil fomentaram a estratégia da companhia. Um dos contratos, fechado com os Correios, somou R$ 345,6 milhões à carteira da BT.

Foram assinados ainda em 2011, contratos com a Caixa Econômica Federal  no valor de  R$ 272 milhões para conectar seus datacenters aos correspondentes bancários e casas lotéricas de todo o país. O Grupo Pão de Açúcar, com projetos de valores não divulgados, é outra conta recentemente atendida no país.

Para Kelly, a América Latina representa um “porto seguro” para empresas globais em termos de possibilidades de turbulência econômica mundial. “Nossos clientes globais reconhecem esse cenário e investem na região para expandir-se. Além disso, as multinacionais latinas também estão desenvolvendo ambiciosas estratégias de globalização, e precisam de consistência nas operações domésticas e internacionais”, destaca o CEO.

Na região, a companhia mantém três datacenters, localizados na Argentina, Brasil e Colômbia, além de sete centros de operações de rede capazes de monitorar e realizar diagnósticos pró-ativos em regime 24x7.