De acordo com nova pesquisa feita pelo DCD Intelligence, ramo do DatacenterDynamics para pesquisa e inteligência do setor, quatro de cada cinco mercados que crescem mais rápido em termos de requerimentos de energia para data centers fazem parte dos Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul).
A pesquisa “Powering the data center” identificou cinco outros mercados emergentes entre os dez primeiros (Turquia, Golfo, Asean – associação dos países do sudeste asiático – e Colômbia). O único mercado estabelecido a entrar entre os “dez mais” é o do grupo de países nórdicos. Isso pode ser explicado pela busca por localizações mais verdes.
Os números dos últimos 12 meses mostra que o crescimento do espaço utilizado naquela região chegou a 22%. Segundo a pesquisa, isso é um indicativo claro que a busca de instalações com menor pegada de carbono virou uma norma. Para o professor Ian Bitterlin, autor do prefácio do relatório, as decisões vão além de disponibilidade e custo.
“Você pode imaginar, com o aumento do custo e da importância da energia, que haveria um êxodo de instalações de data center para regiões com baixo custo e baixa emissão de carbono (não ligada ao preço do combustível fóssil), mas existem alguns movimentos que indicam que as novas localizações geralmente são afetadas por forças além de custo e disponibilidade”.
Com a quantidade de publicidade negativa em volta das necessidades atuais e futuras de energia para a indústria do data center, muitos têm se perguntado se está sendo feito o suficiente para reduzir o consumo. A resposta, tanto de Bitterlin, quanto do autor do relatório, o analista-chefe Nick Parfitt, é definitivamente sim.
Como explicou Parfitt, “Atualmente, nós podemos demonstrar para o mundo externo uma variedade de iniciativas de redução do consumo acontecendo em padrões internacionais e regionais, com melhores práticas, modelos maduros e códigos de conduta de eficiência energética”, afirma.
E continua. “O que ainda temos que fazer é educar os outros, especialmente governantes e legisladores, sobre o que fazemos, qual central é nosso papel nas economias digitais e como nossas instalações estão se tornando cada vez mais energeticamente eficientes”.