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O termo Big Data está cada vez mais popular. No Brasil, saiu dos domínios da tecnologia e hoje já é considerado prioridade nos negócios. 

Segundo o IDC, é imperativo que os líderes das organizações de TI se concentrem no crescente volume, variedade e velocidade de informações que constituem o Big Data.

De acordo com uma pesquisa realizada pela IBM em parceria com a Universidade de Oxford, as empresas brasileiras estão utilizando o Big Data com mais maturidade.

Segundo a pesquisa, 51% delas estão definindo a estratégia e planejando as atividades que serão colocadas em prática e 24% já estão na fase de implementação do projeto piloto. Os 25% restantes ainda não deram início às atividades.

“Apesar dessas empresas ainda estarem estudando o conceito, podemos dizer que o mercado está amadurecendo rapidamente com as corporações, enxergando os benefícios de investir em análise de dados, mapeando o planejamento e iniciando a implementação de grandes projetos”, diz Sergio Loza, Diretor de Smarter Analytics para América Latina da IBM.

Intitulado “Análise de dados: O real uso do Big Data no mundo", a pesquisa entrevistou 1.144 profissionais de negócios e de TI, em 95 países, incluindo 65 empresas brasileiras. Entre as principais constatações está o fato de ainda existirem muitas dúvidas de como tangibilizar o conceito, como sair do conceitual e criar soluções de negócio que agreguem valor para as companhias. De acordo com os resultados, quando pensam em Big Data 22% dos entrevistados pensam em novos tipos de dados e análises, enquanto 19% pensam em informações em tempo real. Estes resultados estão alinhados a forma de caracterizar três dimensões do Big Data: os 3 Vs - volume, variedade e velocidade. Mas, a IBM acredita que as corporações precisam considerar uma quarta dimensão: a veracidade dos dados.

 “A convergência destes 4 Vs ajuda a definir e distinguir Big Data, permitindo que as empresas obtenham vantagem competitiva no mercado. Confiabilidade da informação é um ponto altamente crítico e desafiador, já que a análise não trabalha com dados incertos, o que pode comprometer o resultado final”, complementa Loza.

Um indicador positivo é o fato de mais da metade dos entrevistados (63%) já perceberem que o uso da análise de dados tem criado uma vantagem competitiva para suas organizações. Se comparado com estudo semelhante realizado em 2010, o aumento foi de 70%, já que na ocasião 37% enxergavam este cenário.

Sobre as rede sociais, Menos da metade das empresas brasileiras disseram coletar e analisar perfis sociais. A maioria prefere concentrar seus esforços em fontes internas. Dados advindos de mídias sociais foram lembrados por apenas 2% dos entrevistados brasileiros, o que mostra a falta de conhecimento por parte das organizações de como as redes sociais podem impactar o negócio, já que o Brasil é um dos líderes em utilização de mídias sociais.

Outra razão para a pouca utilização de mídias sociais e outras fontes externas é a falta de habilidades analíticas disponíveis. Ter as capacidades analíticas avançadas necessárias para análises de dados não estruturados, dados que não são armazenados nos bancos de dados tradicionais, como textos, sensores, dados geoespaciais, áudio, imagens e vídeos, assim como dados em movimento, ainda é um grande desafio para as organizações. Somente 25% dos respondentes da pesquisa disseram ter as capacidades necessárias para analisar dados altamente não estruturados, o que passa a ser um grande inibidor na obtenção de valor do Big Data.