O Ministério das Comunicações (MCom), em parceria com a Entidade Administrativa de Conectividade Escolar (EACE), publicou, na última semana, um edital que prevê investimento de 1,3 bilhão de reais para viabilizar a conexão de 16.300 escolas públicas localizadas em áreas de difícil acesso, informa o DPL News. A iniciativa contempla unidades de ensino situadas em regiões rurais, comunidades indígenas, territórios quilombolas e zonas urbanas periféricas, com o objetivo de ampliar o alcance da conectividade educacional em contextos historicamente menos atendidos.
A proposta técnica do edital estabelece que a conexão será realizada prioritariamente por meio de redes de fibra óptica. No entanto, em localidades em que essa tecnologia não for viável, serão adotadas soluções complementares, como links via satélite, para assegurar a cobertura e a qualidade do serviço de internet. O foco é garantir acesso confiável e de alta velocidade, mesmo em áreas remotas ou com infraestrutura limitada.
Essa ação integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública que visa promover a inclusão digital no ambiente escolar. A meta da Enec é conectar, até 2026, um total de 138 mil escolas públicas em todo o território nacional, contribuindo para a melhoria das condições de ensino, para o acesso a recursos pedagógicos digitais e para o fortalecimento da equidade educacional.
O programa também contempla a contratação de novos fornecedores especializados na implementação dos serviços de conectividade, com o objetivo de ampliar a cobertura e garantir a qualidade da infraestrutura digital nas unidades escolares atendidas. Essa medida visa assegurar que estudantes e docentes tenham acesso contínuo a plataformas digitais de ensino, ambientes virtuais de aprendizagem e materiais pedagógicos disponíveis online, promovendo a inclusão tecnológica no processo educacional.
O projeto Escolas Conectadas conta com um orçamento total de 8,8 bilhões de reais, sendo 6,5 bilhões provenientes do Ministério das Comunicações e 2,3 bilhões alocados pelo Ministério da Educação (MEC).
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