Dados da Kasperky Lab revelam que, no primeiro semestre o Brasil teve quase 11 milhões de ataques baseados na web, que tentaram infectar 29,6% dos usuários de produtos empresariais. A taxa de ameaça no país atingiu 43% dos usuários, que tiveram que lidar com 32 milhões de incidentes. O Peru vem em seguida, com 39,8% dos usuários afetados por ameaças locais. No México, um quarto dos usuários encontrou malware na web.
O Brasil também lidera entre outros países da América Latina em termos de hospedagem de sites mal-intencionados: mais de 1,8 milhão de hosts foram usados em ataques contra usuários do mundo inteiro este ano, o que coloca o país no 24º lugar mundial. Os números foram divulgados durante o 4º Encontro de Analistas de Segurança para a América Latina da Kaspersky Lab, realizada de 17 a 20 de agosto, em Cartagena, Colômbia, quando a empresa apresentou pesquisas sobre as principais ciberameaças na região. Usando o serviço de nuvem Kaspersky Security Network como a principal fonte de informação, os analistas estudaram as detecções de malware e spam no primeiro semestre de 2014. Os resultados demonstram que houve uma quantidade considerável de ameaças cibernéticas relacionadas com a Copa do Mundo, muitas tendo bancos como alvo.
O crescimento do número total de incidentes de segurança de TI é explicado pela grande quantidade de turistas que levam seus dispositivos móveis em uma viagem. "Junto com a existência de ameaças locais tradicionais usando USBs e redes locais, assim como o desenvolvimento de ameaças web, malware para dispositivos móveis com foco em transações financeiras está se tornando mais difundido. Tanto usuários domésticos como empresariais deve manter isso em mente", diz o Chefe da Equipe Global de Análise e Pesquisa da Kaspersky Lab para a América Latina, Dmitry Bestuzhev. Em escala global os números absolutos mencionados não são tão grandes. Por exemplo, a participação global total de hospedeiros maliciosos baseados na América Latina é inferior a 0,3%.
MALWARE
Trojans bancários com URLs de bancos online na AL são uma enorme ameaça na região. O setor bancário foi alvo de muitos ataques, tanto por cibercriminosos locais como quadrilhas internacionais. As principais campanhas de spam de 2014 na América Latina também foram relacionadas à Copa do Mundo, oferecendo bilhetes falsos e atraindo para páginas de phishing ou com Trojans bancários. Também houve aumento considerável no número de ataques de phishing contra usuários de língua portuguesa. Nos últimos três anos hacktivismo e ciberataques politicamente orientados tornaram-se mais comuns na região. As técnicas dos hacktivistas evoluíram e agora incluem ferramentas que variam entre DDoS, defacement web (mudança no site), seqüestros de contas de rede social , ataques avançados (APT) e uso de Botnets (redes de micros contaminados) na região.