Conteúdo Arquivado

O conteúdo a seguir é de uma versão mais antiga deste site e pode não ser exibido corretamente.
Desde 2008, segunda metade do segundo governo Lula, a economia brasileira cresce de modo constante. Por conseguinte, o mercado de datacenters no Brasil acompanha esse crescimento. Nos últimos três anos, o segmento cresceu 10% a cada ano e há previsão de crescer 10% nos próximos três anos, segundo pesquisa divulgada pela consultoria IDC.

Um crescimento constante de 10% por seis anos consecutivos representa um crescimento de 75% ao final do período. Nada mal. Quando falamos de datacenters, as somas investidas são sempre altas e isso é bom para o setor, claro. Mas quando investimentos assim são feitos, é preciso pesar bem qual tipo de equipamento as empresas vão escolher para suas aplicações.

Segundo o levantamento feito pela IDC, 48% das 185 empresas sul-americanas pesquisadas quer ampliar seus datacenters ou construir novas instalações. Dessas empresas, 105 estão sediadas no Brasil – podemos arriscar dizer que 60% desses investimentos serão puxados pelo Brasil. Algumas tendências desses investimentos podem ser delineadas com as respostas oferecidas pelas empresas.

A segurança física, sistemas elétricos e de climatização redundantes, nesta ordem, são as prioridades dos investimentos a serem feitos para garantir a integridade e continuidade das operações dos datacenters. Ou seja, a primeira opção das empresas é a segurança física das instalações dos seus componentes de TI.

O segundo aspecto está relacionado ao tipo de tecnologia usado: sistemas de computação em nuvem estão em alta e devem ser muito utilizados aqui no Brasil. Serviços como consolidação e virtualização de servidores, por exemplo, certamente impulsionarão reformas nos data centers atuais, segundo o levantamento da IDC.

Datacenters do tipo container, com mais facilidade de montagem e estrutura modular também estão em alta. A questão é um desafio às corporações, em termos de confiabilidade, escalabilidade e disponibilidade.  No passado, o datacenter tinha uma concepção engessada, não permitindo crescimentos graduais. Mas com os projetos modulares e escaláveis de construção, este cenário está mudando.

Por fim, um dado para dar a dimensão dos investimentos em datacenters no Brasil. O datacenter da Ativas, empresa do grupo mineiro Asamar e da CEMIGTelecom, teve investimento de US$ 50 milhões. O empreendimento chama a atenção pelo seu porte: empreendimento de 11 mil m² de área total, com expectativa de gerar um faturamento superior a R$ 200 milhões por ano a partir de 2014.