O banco Santander, que já havia recebido a certificação Tier IV em design, tanto para o DC1 como para el DC2, acaba de conseguir a certificação Tier IV em construção para o DC1.
O Santander vem investindo, desde 2010, cerca de R$ 450 milhões na construção do novo data center, localizado em Campinas (SP), com inauguração prevista para 2014. Atualmente o banco possui dois data centers, ambos localizados em São Paulo.
Segundo o site da Engenharia e Arquitetura, os data centers estão sendo construídos com alto nível de segurança, segundo a legislação internacional. Isto inclui regras como sistemas de redundância, refrigeração com economia de 30% de energia, em relação a um centro convencional, contingência de energia sem uso de chumbo e reaproveitamento de água da chuva e uso de energia solar.
Toda a arquitetura do empreendimento foi executada pelo escritório da Loeb Arquitetura e o projeto de infraestrutura pela MHA Engenharia, seguindo os requisitos do LEED e do Uptime.
Em relação à certificação Tier (Uptime Institute), toda a instalação foi preparada para atingir índices para a classificação IV e do LEED, a classificação "Gold".
De acordo com engenheiro de ar condicionado que contribuiu com o projeto de data center, conquistar os níveis exigidos de eficiência energética foi um dos maiores desafios deste projeto.
“Era necessário atingir um índice abaixo de 1,5, ou seja, o consumo total do Data Center, considerando iluminação, climatização, e outras utilidades não poderia superar em 50% o consumo dos servidores de TI. Em termos de Brasil, um país tropical, com elevadas temperaturas e umidades em determinadas estações do ano isso foi um desafio e foi preciso buscar tecnologias que nos proporcionassem um elevado índice de eficiência energética, principalmente no sistema de climatização, para atingir esse número,” disse o engenheiro
Segundo ele, foram feitas simulações com as opções de chillers com compressores centrífugos ou parafusos com condensação a água; parafuso a ar e centrífugo com mancal magnético a ar. Por conta da operação 24h nas condições climáticas de Campinas e dos custos de água na região (que seria consumida pelas torres de arrefecimento), chegou-se a custos operacionais totais (energia + água + manutenção) mais baixos com chillers à ar com compressores centrífugos com rolamentos magnéticos do que com chillers com condensação à água, ainda que com um consumo unicamente de energia um pouco superior.
Outras inovações foram incorporadas ao projeto de climatização para que se alcançassem os níveis desejados, como sistema DOAS, fancoils dedicados para o tratamento do ar externo, ciclo economizador direto à ar e fancoils de precisão.
O parque tecnológico está sendo construído pela Companhia de Desenvolvimento de Polo de Alta Tecnologia de Campinas e ficará vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que já tem a estrutura de 20 empresas de inovação e tecnologia. O complexo ocupará uma área de 1 milhão de metros quadrados.
"A meta é atrair talentos da universidade e formar parcerias com as empresas do parque para o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o banco," disse o Vice-Presidente de Meios do banco, Gustavo Roxo