O Santander está investindo desde 2010, quando o projeto foi aprovado, um total de R$ 450 milhões no projeto. Baseado em um terreno de 600 mil metros quadrados, o novo centro se estabelecerá dentro do Parque Tecnológico do CIATEC (Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas), que conta com a presença de mais de 20 outras empresas e tem expectativa é de 20 anos de vida útil.
A arquitetura do empreendimento é singular: os dois data centers serão semienterrados e toda a terra que for retirada será aproveitada no próprio terreno, formando rampas ao redor dos prédios. Os data centers terão laje com teto verde, placas modulares com vegetação perene, criando proteção ambiental favorável. A arquitetura foi planejada para conter o aquecimento por insolação. Os sistemas de geração de energia em emergências são livres de baterias de chumbo e os equipamentos garantem consumo moderado na refrigeração e no controle dos servidores. Os escritórios serão contornados por blocos de vidro integrando os ambientes à paisagem externa. Eles se assemelham a estufa com filtro ambiental, espelho d’água e passarelas cobertas.
Inicialmente, a obra foi planejada para ser concluída em 2015, mas teve sua conclusão antecipada para fevereiro de 2014. Segundo o Superintendente de Missão Critica do Santander, Pedro Fogolín, a razão foi uma revisão nas atividades, onde se conseguiu paralelizar as frentes de execução.
Sobre a meta inicial de atingir um índice PUE abaixo de 1,5, o superintendente diz que o PUE abaixo de 1,5 foi um desafio para obtenção de soluções mais eficientes e não convencionais e que o Santander procurou analisar as condições climáticas das 8.760 horas anuais de Campinas, e a partir de uma tabela BIN de horas por ano para cada temperatura, analisar quais os equipamentos de refrigeração trariam a melhor performance ao longo de toda a operação.
“Dentro do conceito de PUE, sabemos que na condição de pico de verão o PUE instantâneo será maior do que 1,5. Contudo, na parte da noite e nas outras estações do ano este número será inferior a 1,5 de forma que na média anual, como deve ser considerado, o PUE ficará abaixo de 1,5. Temos a certeza que conseguiremos atingir esse índice logo no primeiro ano de funcionamento,” disse ele.