A Telebras fechou em R$ 89,9 milhões o balanço final de investimentos na implantação de infraestrutura da rede de fibra óptica, que transmitiu os 64 jogos Copa do Mundo de 2014. O valor engloba os dispêndios de 2012, 2013 e 2014. Inicialmente foram investidos R$ 39,6 milhões em 2012, R$ 28,1 milhões em 2013 e mais R$ 22,2 milhões em 2014, totalizando R$ 89.938.721,62.
A Telebras foi a empresa responsável pela construção da rede de fibra óptica usada na transmissão de imagens de alta definição entre as 12 Arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC) no Rio de Janeiro. A empresa também interligou os centros de treinamento das seleções de todos os países ao IBC.
A cidade-sede que recebeu mais investimentos, nestes três anos, foi o Rio de Janeiro, com R$ 18,3 milhões, seguida de Belo Horizonte, com R$ 12,2 milhões, e Brasília, com R$ 11,5 milhões. Os investimentos mais altos são justificados pelo fato de Belo Horizonte ter sido a sede do Centro Internacional de Coordenação de Transmissão da Fifa na Copa das Confederações 2013, enquanto o Rio foi a sede do IBC na Copa do Mundo de 2014. Este ano, todas as imagens em alta definição dos jogos foram concentradas no IBC do Riocentro (RJ).
Em 2014, entraram nas despesas também os centros de treinamento em Maceió (AL), com R$ 3,2 mil e em Vitória (ES), com R$ R$ 17,4 mil. Além de investimentos de R$ 140,6 mil na cidade de Maceió.
Ao todo, a Telebras transmitiu 166 terabytes de dados no anel óptico, interligando as 12 arenas da Copa ao IBC da Fifa no Rio de Janeiro. Foram cerca de 517 horas de transmissão na dupla abordagem entre as arenas e o IBC, de onde as imagens foram distribuídas a mais de 200 emissoras de TV de vários países em contrato com a Fifa.
Para construir e operar essa rede de 15.280 km interligando os estádios ao IBC, a Telebras mobilizou 229 colaboradores em atuação direta, além de 72 pessoas de empresas parceiras e 142 de fornecedores.
PNBL
Essas infraestruturas se incorporaram à rede da Telebras e hoje estão sendo utilizadas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem como objetivo levar internet de alta definição a municípios mais remotos com preços baixos, além de servirem de base para as redes de governo.