A Ascenty, joint venture formada pela Digital Realty e pela Brookfield Infrastructure e provedora de serviços de data center e conectividade na América Latina, encerrou 2025 com resultados expressivos em suas operações. A empresa registrou crescimento de 30% na receita do segmento enterprise e ampliou em 26% a capacidade vendida em megawatts. No acumulado do ano, a meta estabelecida para esse mercado foi superada em 22%, impulsionada pela entrada de 149 novos clientes.
O desempenho por setor reforça o ritmo de expansão da companhia. A demanda foi liderada pelo segmento de TI e computação em nuvem, responsável por 48,45% das vendas. Em seguida, aparecem telecomunicações (32,99%), bancos, fintechs e seguradoras (9,28%), saúde (6,19%), educação (2,06%) e logística (1,03%).
As vendas foram distribuídas entre os data centers localizados no Brasil — incluindo unidades na capital paulista, na região metropolitana de Campinas e em Fortaleza — além das operações no Chile e no México. Os produtos de conectividade também registraram um forte avanço. O ServiceFabric®, plataforma global de orquestração e conectividade da Digital Realty comercializada pela Ascenty na América Latina, apresentou crescimento de 1300% na receita mensal e contabilizou dezenas de novas adesões ao longo de 2025.
Os serviços de interconexão da Ascenty registraram crescimento de 50% na receita em 2025, em comparação com o ano anterior. O avanço foi impulsionado pela maior demanda por redes privadas, baixa latência e infraestrutura neutra, fatores que têm ganhado relevância à medida que as empresas ampliam suas necessidades de conectividade crítica.
De acordo com Marcos Siqueira, CRO e head de estratégia da Ascenty, os resultados refletem tanto a maturidade do setor quanto a intensificação das exigências tecnológicas. Ele afirma que o mercado vive um período de forte expansão, marcado pela necessidade de infraestrutura resiliente e escalável para acompanhar o aumento do tráfego de dados e a crescente complexidade das demandas decorrentes da evolução tecnológica e das mudanças no comportamento da sociedade.
Para sustentar o ritmo de expansão, a empresa conta com um investimento aprovado de 1 bilhão de dólares (5,3 bilhões de reais) para 2026, destinado às operações no Brasil, México e Chile — mercados onde já administra 25 data centers. Entre os 13 projetos em desenvolvimento anunciados, destaca-se o SPO05, na região metropolitana de São Paulo, que receberá aproximadamente 300 milhões de reais. O campus terá capacidade total de 47 MW e área construída de cerca de 40 mil m². A companhia também avança com os projetos SPO06 e SLC04, este último, que representa o quarto data center da empresa no Chile.
No âmbito ESG, a empresa iniciou o ano firmando o maior contrato de autoprodução de energia da América Latina, reforçando sua estratégia ambiental. Segundo Marcos Siqueira, a companhia opera com energia 100% renovável em todos os data centers, mantém neutralidade de carbono e utiliza sistemas de resfriamento em circuito fechado, eliminando o consumo de água nas operações. Ele afirma que o compromisso da empresa é continuar desenvolvendo infraestrutura eficiente e alinhada às melhores práticas ESG do mercado.
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