As operações do supercomputador Clementina XXI começaram na Argentina.

Instalado no centro de computação do Serviço Meteorológico da Argentina (SMN) em Buenos Aires, o Clementina tem uma capacidade de computação de 15.3 petaflops.

O supercomputador foi comprado em 2022 por 4,9 milhões de dólares (25 milhões de reais), com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).

10% da capacidade do supercomputador será utilizada pelo serviço meteorológico da Argentina e o restante da capacidade será dividido entre os 21 membros do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia do país.

O Clementina XXI é composto por 296 aceleradores GPU Intel Ponte Vecchio e 5.120 núcleos em processadores Intel Sapphire Rapids HBM.

O supercomputador, construído pela Lenovo, é resultado de um plano conjunto entre o Ministério de Ciência e Tecnologia, o Ministério da Defesa e o Serviço Meteorológico e o Conselho de Pesquisas (Conicet).

“O computador retoma a ideia do primeiro Clementina XXI, que era formar recursos humanos e acompanhá-los com um sistema informático que permita à ciência argentina realizar avanços importantes”, disse Celeste Saulo, diretora do SMN.

“Essa capacidade computacional pode ser aplicada à física dos materiais, biologia molecular, nanotecnologia, astrofísica, meteorologia e qualquer disciplina que precise fazer modelos para resolver, simular e experimentar estados possíveis”.

O Clementina XXI é cerca de quarenta vezes mais potente do que o atual supercomputador utilizado pelo SMN, chamado Huayra Muyu e com capacidade de 340 teraflops.