O Sistema de Cabos do Atlântico Sul (SACS) fornece roteamento transatlântico direto e de baixa latência para atender melhor mercados de consumo de dados em rápido crescimento na África. O chipset PSE-3 da Nokia maximiza a capacidade e o desempenho para atender às crescentes demandas de vídeo, nuvem e eventuais demandas de tráfego 5G.
Este mês, a Angola Cables e a Nokia anunciaram a realização de um teste com a tecnologia chipset da Nokia Photonic Service Engine 3 (PSE-3), para a primeira conexão óptica direta entre os EUA e a África usando o cabo SACS, que passa pelo Data Center AngoNAP em Fortaleza (CE). A nova rota fornece roteamento direto de baixa latência e simplifica bastante a ativação de serviços, para atender de forma mais eficiente os mercados de consumo de dados que estão em rápido crescimento na África.
Os novos serviços promovem a interconexão de dois sistemas de cabos submarinos existentes - SACS (South Atlantic Cable System) e MONET. O SACS, gerido pela Angola Cables, opera entre Fortaleza, Brasil e Luanda, Angola e está conectado ao data center AngoNAP. O MONET, gerido por um consórcio, conecta Santos / Fortaleza (Brasil) à Flórida (EUA).
A combinação dos sistemas de cabos submarinos SACS e MONET neste teste conjunto, permitiu, pela primeira vez, um tráfego de 300Gbps entre Miami e Luanda. O teste de capacidade foi efetuado a uma rede, por si só, de baixa latência. As conexões de rede de baixa latência melhoram o desempenho e a experiência do usuário e em aplicações como Computação em Nuvem e consumo de dados.
De acordo com a ITU, a África Subsaariana registrou o maior crescimento global no uso da internet na última década, de menos de 10% da população em 2010 para mais de 28% em 2019. A melhoria de conectividade é crucial para o acesso aos conteúdos globais e serviços de uma cada vez maior base de usuários.
Os comprimentos de onda submarinos foram implementados com a solução Nokia's 1830 Photonic Service Interconnect (PSI) e a plataforma Data Center Interconnect (DCI) da Nokia, utilizando o PSE-3. O PSI de 1830 provisionou comprimentos de onda ópticas a 300 gigabits por segundo, com recurso ao Probabilistic Constellation Shaping (PCS) para moldar os sinais de forma optimizada para as características específicas do cabo de 12.635 km, alcançando os niveis de operação muito perto do limite teórico do sistema.
Para Fernando Azevedo, diretor técnico da Angola Cables, "o PSE-3 da Nokia é a oportunidade da Angola Cables interligar opticamente os cabos submarinos MONET e SACS, permitindo maior capacidade de tráfego e uma redução da latência entre os fornecedores de conteúdo na América do Norte e os mercados de consumo de dados em rápido crescimento em África."
Sam Bucci, chefe de Redes Ópticas da Nokia, afirma que "a África é um mercado de crescimento estratégico para a Nokia, considerando os negócios core e de CSP e de webscale. Estamos orgulhosos de fazer uma parceria com a Angola Cables, para aplicar a tecnologia inovadora PSE-3 a uma rota submarina única e desafiante, ajudando a fornecer serviços de última geração para uma parte do mundo que está em rápido desenvolvimento.”
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