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O Greenpeace recebeu com satisfação o anúncio de que a Amazon acaba de se comprometer a utilizar energia 100% renovável.
A gigante de serviços em nuvem irá utilizar em longo prazo, somente energia renovável em sua infraestrutura global, de acordo com um anúncio no site da empresa, divulgado esta semana. A Amazon não esclareceu quando colocará em prática o projeto, mas o Greenpeace já fala em uma "potencial mudança radical", o que coloca a empresa em um grupo seleto, onde já estão o Facebook, Apple e Microsoft.
 
"Os data centers da Amazon consomem uma grande quantidade de energia elétrica e se multiplicam muito rápido, por isso consideramos este anúncio crucial e promissor", disse o Greenpeace.
A organização ambiental não está totalmente satisfeita, há algum tempo o Greenpeace está em guerra com a Amazon, acusando a gigante da nuvem de falta de transparência.
 
"Os clientes da Amazon precisarão de mais informações para que possam acreditar que a AWS está realmente comprometida com a utilização de energia 100% renovável em seus data centers. AWS  deve disponibilizar um plano exemplificando como irá implementar seu ambicioso novo compromisso", diz o Greenpeace.
 
A Amazon já tem três regiões sem emissões de carbono: Oregon, Frankfurt e AWS GovGloud nos Estados Unidos. No entanto, o Greenpeace quer um roteiro informando a neutralidade total, como já fez a Apple, o Facebook e a Google.
As duas últimas empresas se comprometeram recentemente com o uso eficiente da energia. O Facebook acaba de colocar em funcionamento seu data center em Altoona - Iowa, instalação refrigerada por ar exterior e alimentada por energia 100% renovável; graças a um projeto de energia eólica que produz 140 MW para a rede.
 
De sua parte, a Google anunciou a compra da energia eólica de um parque na Holanda, a fim de fornecer eletricidade para seu novo data center no país. O acordo tem duração de dez anos.