Três data centers da Amazon sofreram danos causados por ataques com drones iranianos no Oriente Médio.

No domingo, a empresa anunciou interrupções em sua região de nuvem ME-CENTRAL-1 pelo impacto de "objetos" em uma de suas instalações. A empresa confirmou agora que dois data centers nos Emirados Árabes Unidos foram diretamente atingidos por drones e que um terceiro, no Bahrein, foi afetado por um "ataque com drones nas proximidades" que danificou as instalações.

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– Sebastian Moss

A Amazon Web Services declarou: "Esses ataques causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica às nossas infraestruturas e, em alguns casos, exigiram atividades de combate a incêndios que causaram danos adicionais por água".

"Trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades locais e priorizamos a segurança do nosso pessoal em todos os nossos esforços de recuperação".

Duas das três zonas de disponibilidade da empresa (mec1-az2 e mec1-az3) continuam muito afetadas, enquanto a terceira (mec1-az1) continua a funcionar normalmente. Alguns serviços az1 que dependiam das outras zonas foram afetados.

Na região ME-SOUTH-1 (Bahrein), uma instalação foi afetada. "Nessas regiões, os clientes enfrentam taxas de erro elevadas e disponibilidade reduzida de serviços como Amazon EC2, Amazon S3, Amazon DynamoDB, AWS Lambda, Amazon Kinesis, Amazon CloudWatch, Amazon RDS e a consola de administração e CLI da AWS", afirmou a Amazon.

A empresa alertou que espera que a recuperação "se prolongue, pela natureza dos danos físicos sofridos".

Uma vez que ataques continuam a ocorrer no Oriente Médio, a Amazon recomendou aos clientes que fizessem cópias de segurança de seus dados e considerassem migrar suas cargas de trabalho para outras regiões da AWS.

O Irã continuou a intensificar seus ataques de retaliação na região do Golfo, após os ataques dos EUA e de Israel contra o país no fim de semana passado.

Instalações petrolíferas e de gás foram alvo de ataques, juntamente com aeroportos e outras infraestruturas críticas.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria