Pouca gente lembra da existência da Telesp, a antiga companhia telefônica de São Paulo. Mas ela ainda existe e poderá realizar um papel importante na infra-estrutura de TI e telecomunicações do estado economicamente mais importante do Brasil. Tudo isso porque a empresa tem estrutura (leia-se backbone e backhaul) para oferecer serviços de dados sem fio em São Paulo.
No fim de junho, a Telefônica anunciou o oferecimento de um plano de banda larga por R$ 35 em 370 cidades de São Paulo, usando a tecnologia ADSL. Já a Vivo, braço móvel da empresa espanhola no estado, oferecerá conexão sem fio com a Internet por 1 Mbps por 3G a 29,90 ao mês. Um plano alternativo, combinando acesso móvel e telefonia, custará R$ 65 para o consumidor.
A Telefônica também criará um serviço especial para comercialização de infra-estrutura para conexão a internet no atacado. Isso significa que a empresa reservará uma oferta para pequenos e médios empreendedores interessados em vender para clientes finais serviços de banda larga. Será uma ferramenta de incentivo à inovação e à competição.
Tudo isso faz parte de uma estratégia desenvolvida pela Telefônica desde 2008, resultado da troca das obrigações previstas PGMU (Plano Geral de Metas de
Universalização) II, do Governo Federal.
Em lugar de criar Postos de Serviço de Telecomunicações (com internet discada, telefonia pública e fax e todos os municípios) a empresa se comprometeu a dotar de infraestrutura de banda larga os 257 municípios (de um total de 622 de sua área de concessão) do Estado de São Paulo, que ainda não a possuíam. O cronograma prevê o atendimento com o serviço em 370 cidades em 2012, 531 em 2013 e, em 2014, a todos os 622 municípios da área de concessão da Telefônica.
Outra frente aberta pela Telesp é o serviço de comunicação por rádio. Nesta semana, as ações da Telesp lideraram a alta no Ibovespa após a Vivo, controladora da empresa, anunciar que irá lançar um serviço de comunicação direta por rádio abrangente em todo o Brasil, voltado principalmente ao mercado corporativo. A empresa pretende inovar oferecendo ao cliente o novo serviço de rádio, junto do plano normal de telefonia móvel e dados e vai competir com a Nextel.
Com toda essa movimentação, a empresa atraiu os investidores e analistas no Brasil e no Exterior. Muitos analistas recomendam a compra da ação, pois a sua taxa de P/E (preço/lucros, na sigla em inglês) é mais baixo do que outras companhias de telecomunicação. Fenômeno similar aconteceu quando o Governo Federal anunciou a reativação da Telebrás como plataforma para impulsionar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Relatório do HSBC ampliou o preço-alvo das ações preferenciais da Telesp de R$ 41 reais para R$ 50 reais até o final de 2011, um potencial de valorização de 9,05% frente à cotação de R$ 45,85 reais registrada no fim de junho. Segundo o HSBC, a “nova Telesp” apresentará um “crescimento modesto” nos próximos dois anos, já que a grande perspectiva de crescimento para a divisão de telefonia móvel é ao mesmo tempo diluída pela expansão estável esperada para a telefonia fixa.
No fim de junho, a Telefônica anunciou o oferecimento de um plano de banda larga por R$ 35 em 370 cidades de São Paulo, usando a tecnologia ADSL. Já a Vivo, braço móvel da empresa espanhola no estado, oferecerá conexão sem fio com a Internet por 1 Mbps por 3G a 29,90 ao mês. Um plano alternativo, combinando acesso móvel e telefonia, custará R$ 65 para o consumidor.
A Telefônica também criará um serviço especial para comercialização de infra-estrutura para conexão a internet no atacado. Isso significa que a empresa reservará uma oferta para pequenos e médios empreendedores interessados em vender para clientes finais serviços de banda larga. Será uma ferramenta de incentivo à inovação e à competição.
Tudo isso faz parte de uma estratégia desenvolvida pela Telefônica desde 2008, resultado da troca das obrigações previstas PGMU (Plano Geral de Metas de
Universalização) II, do Governo Federal.
Em lugar de criar Postos de Serviço de Telecomunicações (com internet discada, telefonia pública e fax e todos os municípios) a empresa se comprometeu a dotar de infraestrutura de banda larga os 257 municípios (de um total de 622 de sua área de concessão) do Estado de São Paulo, que ainda não a possuíam. O cronograma prevê o atendimento com o serviço em 370 cidades em 2012, 531 em 2013 e, em 2014, a todos os 622 municípios da área de concessão da Telefônica.
Outra frente aberta pela Telesp é o serviço de comunicação por rádio. Nesta semana, as ações da Telesp lideraram a alta no Ibovespa após a Vivo, controladora da empresa, anunciar que irá lançar um serviço de comunicação direta por rádio abrangente em todo o Brasil, voltado principalmente ao mercado corporativo. A empresa pretende inovar oferecendo ao cliente o novo serviço de rádio, junto do plano normal de telefonia móvel e dados e vai competir com a Nextel.
Com toda essa movimentação, a empresa atraiu os investidores e analistas no Brasil e no Exterior. Muitos analistas recomendam a compra da ação, pois a sua taxa de P/E (preço/lucros, na sigla em inglês) é mais baixo do que outras companhias de telecomunicação. Fenômeno similar aconteceu quando o Governo Federal anunciou a reativação da Telebrás como plataforma para impulsionar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Relatório do HSBC ampliou o preço-alvo das ações preferenciais da Telesp de R$ 41 reais para R$ 50 reais até o final de 2011, um potencial de valorização de 9,05% frente à cotação de R$ 45,85 reais registrada no fim de junho. Segundo o HSBC, a “nova Telesp” apresentará um “crescimento modesto” nos próximos dois anos, já que a grande perspectiva de crescimento para a divisão de telefonia móvel é ao mesmo tempo diluída pela expansão estável esperada para a telefonia fixa.