A Microsoft informou que, durante 2025, compensou 100% de seu consumo anual global de eletricidade com energia renovável.

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– Microsoft

A empresa se comprometeu, em 2020, a atingir a neutralidade de carbono até 2030, considerando a correspondência renovável um marco central nesse esforço. Em publicação no blog, a hiperescala informou que, desde 2013, quando assinou o primeiro Contrato de Compra de Energia (PPA) de 110 MW no Texas, contratou aproximadamente 40 GW de nova capacidade de energia renovável.

A capacidade foi contratada em 26 países, totalizando mais de 400 contratos. Dos 40 GW, 19 GW já estão online, com a capacidade restante prevista para ser energizada nos próximos cinco anos.

A pegada de aquisições da empresa está concentrada na América do Norte e na Europa Ocidental, onde os mercados de energia estabelecidos continuam a ancorar o crescimento. Os EUA dominam o volume geral, liderados pelo mercado PJM Interconnection com 8.089 MW de energia contratada, seguido pelo MISO com 7.897 MW e pelo ERCOT com 4.696 MW.

No mercado europeu, o Reino Unido lidera com 1.666 MW de capacidade contratada, seguido pela Espanha com 1.496 MW e pela Alemanha com 1.425 MW. A empresa também contratou grandes volumes de energia renovável na Itália e na Holanda.

Fora dos seus principais mercados, a Microsoft registou uma quota crescente de capacidade renovável contratada na Ásia-Pacífico.

A Índia emergiu como um mercado importante na região para a hiperescala, com 1.011 MW de capacidade contratada. A empresa também tem um portfólio crescente no mercado australiano, com cerca de 868 MW de capacidade contratada. Nos últimos cinco anos, a empresa expandiu-se para novos mercados, assinando os seus primeiros PPAs no Japão em 2023.

De acordo com a empresa, os PPAs representaram mais de 90% das aquisições renováveis, enquanto os acordos de mix de rede representaram os 10% restantes. A Microsoft afirmou que a meta para 2025 não inclui compras de créditos de energia renovável provenientes de projetos operacionais de energia limpa.

A empresa também observou que investiu em várias tecnologias emergentes de baixo carbono, incluindo o primeiro PPA com uma empresa de fusão, assinado em 2023 com a Helion, e o acordo com a Constellation Energy para reiniciar a central nuclear de Three Mile Island, encerrada em 2024.

Além disso, a empresa informou que o Fundo de Inovação Climática alocou 806 milhões de dólares (4,2 bilhões de reais) em capital para 67 investidos, com 38% direcionados para sistemas de energia.

O anúncio segue relatórios do ano passado dizendo que as emissões de carbono da empresa aumentaram 23% desde 2020, principalmente devido ao crescimento da IA.

No Relatório de Sustentabilidade Ambiental 2025 da empresa, a Microsoft atribuiu o aumento a "fatores relacionados com o crescimento, como a IA e a expansão da nuvem", mas o descreveu como "modesto" em comparação com o aumento de 168% no uso de energia e de 71% na receita que a empresa registou no mesmo período.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria