O gerenciamento integrado da infraestrutura de um data center é tema de grande propaganda de muitos fabricantes cujas soluções vão desde a entrada de energia até a régua de alimentação dos racks de servidores, passando por Centrais de Água Gelada, Centrais de Geração Diesel/Gás, Nobreaks, etc. No entanto, em grande parte dos casos, o que se vê é o desejo do cliente vs “budget” disponível inviabilizarem a implementação, por conta dos valores proibitivos apresentados pelos fabricantes. Segundo Ricardo Trentin, diretor do Grupo LCS Link Engenharia, essa quebra de expectativa é gerada porque as soluções disponíveis dos fabricantes entregam mais do que o cliente necessita, naquele momento, a um preço impeditivo ou “amarram” o cliente em eventuais “upgrades” futuros.“O segredo é identificar em que estágio de maturidade para esse tema seu data center está e propor uma solução escalonável sem “amarrar” seu futuro a um único fabricante”, salienta Ricardo Trentin.
 
Comece pela Equipe de Operação
 
José Mauro Vieira, sócio e diretor da Link Missão Crítica, Operação, Manutenção e Performance, empresa do Grupo LCS Link Engenharia, explica: “não adianta dar um Boeing para sua equipe se eles estão treinados para um teco-teco. Identificar o grau de maturidade da equipe para gestão de sistemas é o primeiro passo. Se for o caso, comece com simplicidade e vá evoluindo. Envolver a equipe de operação desde o início do processo é outro ponto importante. Isso facilita a transferência de responsabilidades no início da operação do sistema”.
O levantamento em campo da instrumentação e sistemas de automação existentes é muito importante para definir o que pode ou não ser aproveitado e que tipo de sistema deve ser especificado para realidade do cliente, informa Luis Gustavo Maragno, sócio e gerente da LCS Link Engenharia. Especificar / Programar o sistema suficiente para realidade atual do cliente, permitindo sua expansão futura e não “amarrando” a solução a um único fabricante é o segundo passo.
 
 
“Five Nines Systems” ou sistemas de alta disponibilidade, encontrados nos data centers, sempre são críticos para realização de obras, uma vez que paradas no fornecimento de energia/frio quase nunca são permitidas para implementação de novos sistemas em campo. Buscando o objetivo de “Parada Zero”, o planejamento das etapas de obra é uma atividade importantíssima para garantir que todos os detalhes da execução da obra sejam planejados, discutidos e documentados com todos envolvidos antes do início dos trabalhos em campo. A elaboração desse documento deve ser realizada conjuntamente entre projetista e pessoal de obra para que todas especificidades da empreitada sejam consideradas, observam Luiz Fernando Morozetti, sócio e gerente da SEPTRA Projeto e Gerenciamento e Paulo Manoel, diretor da ELETROLINK Serviços Elétricos; ambas empresas do Grupo LCS Link Engenharia. Este é o terceiro passo.
 
 
“Comissionar todo sistema com a visão dos requisitos de projeto e operação e transferir à equipe de operação não só um sistema funcionando corretamente, mas também as ferramentas de avaliação de desempenho da infraestrutura do data center, a partir de KPI´s (“key performance indicators”) é condição necessária para correta entrada em funcionamento da Gestão da Infraestrutura do Data Center”, comenta Ciro de Souza Gottschalk, sócio e gerente de Qualidade Operacional da Link Missão Crítica. Este é o quarto passo que finaliza a implantação da gestão da infraestrutura de seu data center seja ele de pequeno, médio ou grande porte.
 
 
"O Grupo LCS Link Engenharia possui experiência em todas etapas da Gestão da Infraestrutura do Data Center:
 
 

Somos uma empresa de engenharia sem vículo com fabricantes. Utilizamos soluções de mercado conforme as necessidades do cliente. Fazemos desde projetos de arquitetura, elétrica, ar condicionado, automação, etc, passando pelo fornecimento de sistemas, painéis e equipamentos; executando obras e comissionamento até a operação e manutenção de toda infraestrutura do data center. Nossa proposta é auxiliar o cliente em todos os passos desse processo ou isoladamente, dentro da necessidade do cliente”, finaliza Ricardo Trentin.