Connect | DCD Connect | Brasil 2026 // DCD Talks resiliência energética e gestão de risco em ativos críticos, com Jorge Moreno | Tecnogera
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- DCD Talks Stage - 5º Andar
- Canal Power & Cooling
- Sessão aberta
Speakers
Diretor de Novos Negócios, TECNOGERA
Historicamente, um datacenter era projetado para densidades entre 5 e 15 kW por rack. Hoje já vemos ambientes operando acima de 50 kW, e projetos ultrapassando 100 kW por rack. Isso muda completamente a lógica de planejamento. Entendemos que a capacidade energética precisa ser planejada em três horizontes:
- Capacidade instalada atual;
- Capacidade contratada para expansão;
- Capacidade contingencial para eventos extremos.
A pergunta deixou de ser "quanto consumo hoje?" e passou a ser "qual será meu consumo daqui a 24 meses?". Existe uma falsa sensação de controle quando monitoramos apenas o que está energizado. Os maiores riscos costumam estar nos sistemas que passam meses ou anos sem operar. Exemplos:
- Combustível armazenado;
- Baterias;
- ATS;
- Sistemas de transferência;
- Geradores em standby.
O dashboard mostra tudo verde. Mas o equipamento só será testado de verdade quando a concessionária falhar. Outro ponto cego é a dependência da cadeia externa. Muitos operadores monitoram o datacenter internamente, mas não monitoram:
- Disponibilidade de combustível;
- Capacidade da subestação regional;
- Restrições da rede elétrica;
- Riscos climáticos.
A resiliência precisa ser vista além do muro do datacenter. Hoje os grupos geradores deixaram de ser apenas equipamentos de emergência. Eles passaram a fazer parte do ecossistema energético. As novas arquiteturas integram:
- BMS;
- EMS;
- SCADA;
- UPS;
- Baterias BESS;
- Grupos geradores.
Existe uma percepção de que o problema é apenas gerar mais energia. Mas o verdadeiro desafio é entregar essa energia no local e no momento necessários.
Transformadores, linhas de transmissão, subestações, licenciamento e disponibilidade de combustível não crescem na mesma velocidade dos datacenters. Nos próximos anos, a vantagem competitiva não será apenas ter capacidade computacional. Será ter acesso garantido à energia. E é justamente nesse ponto que soluções de geração distribuída, armazenamento, microgrids e sistemas híbridos ganharão um papel cada vez mais estratégico para o setor.
