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TECNOGERA

Speakers

Jorge Moreno

Diretor de Novos Negócios, TECNOGERA

Historicamente, um datacenter era projetado para densidades entre 5 e 15 kW por rack. Hoje já vemos ambientes operando acima de 50 kW, e projetos ultrapassando 100 kW por rack. Isso muda completamente a lógica de planejamento.
Entendemos que a capacidade energética precisa ser planejada em três horizontes:
  • capacidade instalada atual;
  • capacidade contratada para expansão;
  • capacidade contingencial para eventos extremos.
A pergunta deixou de ser "quanto consumo hoje?" e passou a ser "qual será meu consumo daqui a 24 meses?".
Existe uma falsa sensação de controle quando monitoramos apenas o que está energizado.
Os maiores riscos costumam estar nos sistemas que passam meses ou anos sem operar.
Exemplos:
  • combustível armazenado;
  • baterias;
  • ATS;
  • sistemas de transferência;
  • geradores em standby.
O dashboard mostra tudo verde. Mas o equipamento só será testado de verdade quando a concessionária falhar.
Outro ponto cego é a dependência da cadeia externa. Muitos operadores monitoram o datacenter internamente, mas não monitoram:
  • disponibilidade de combustível;
  • capacidade da subestação regional;
  • restrições da rede elétrica;
  • riscos climáticos.
A resiliência precisa ser vista além do muro do datacenter. Hoje os grupos geradores deixaram de ser apenas equipamentos de emergência. Eles passaram a fazer parte do ecossistema energético.
As novas arquiteturas integram:
  • BMS;
  • EMS;
  • SCADA;
  • UPS;
  • baterias BESS;
  • grupos geradores.
Existe uma percepção de que o problema é apenas gerar mais energia. Mas o verdadeiro desafio é entregar essa energia no local e no momento necessários.
Transformadores, linhas de transmissão, subestações, licenciamento e disponibilidade de combustível não crescem na mesma velocidade dos datacenters. Nos próximos anos, a vantagem competitiva não será apenas ter capacidade computacional. Será ter acesso garantido à energia.
E é justamente nesse ponto que soluções de geração distribuída, armazenamento, microgrids e sistemas híbridos ganharão um papel cada vez mais estratégico para o setor.