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Explorando el despliegue del 5G y el papel de las telcos

O cenário tecnológico está em constante mudança e, à medida que o mundo se torna cada vez mais conectado, a demanda por serviços de telecomunicações ultrarrápidos não dá sinais de diminuir. Nesse contexto, as empresas de tecnologia terão que acompanhar as últimas inovações para lidar com tendências como 5G, inteligência artificial, Internet das Coisas e a proliferação dos edge data centers na região.

Que rumo tomaram os investimentos das empresas nesse ano? Quais são as mais destacadas mudanças tecnológicas que estão impulsionando essas empresas ao futuro? Que desafios cruciais enfrentam nesse processo e que lições valiosas estão aprendendo no caminho? Essas são algumas das perguntas respondidas na transmissão DCD>Telco&5G que ocorreu em 6 de setembro em um painel intitulado Quais são as prioridades de investimento em infraestrutura digital de telecomunicações? A DCD conversou com os especialistas antes da transmissão para ouvir algumas ideias.

As perspectivas para o desenvolvimento da conectividade na América Latina são muito otimistas. Como indica Mark Sanchez, Diretor Sênior de Instalações de Data Center e Comissionamento da Scala Data Centers, há um crescimento muito grande em largura de banda e backbone na região, o que criou a necessidade de buscar fontes diretas de conectividade para países da Europa e da África. A construção de cabos submarinos e a modernização dos já existentes também contribuem à melhoria da conectividade. No geral, a demanda por banda larga continua a crescer. Isso, por sua vez, criou uma necessidade de negócios, muitas empresas chegaram na região, há maior competitividade e foi gerada uma oportunidade no mercado para atender essa demanda.

Nesse ambiente de maior competitividade, Mark Sánchez salienta que as telecomunicações terão a necessidade de satisfazer particularmente a procura que vem dos clientes de hiperescala. “Para atender às necessidades dos clientes, as empresas de colocation estão começando a ir para diferentes lugares da América Latina que se tornam hubs de data center, como São Paulo e Querétaro, e outros que estão começando a se tornar hubs, como o Chile e a Colômbia. Essa necessidade faz com que as empresas de tecnologia comecem a pensar em atender áreas que não eram tão importantes e que não estavam no radar, faz com que melhorem as tecnologias e também a velocidade com que a tecnologia chega a esses lugares”. Nesse sentido, Andrés Madero, CTO - América Latina e Caribe da Infinera, indica que as empresas de hiperescala estão construindo sua própria infraestrutura, por isso, “muitas vezes representam 70% do consumo de banda larga de uma empresa de tecnologia, o que incentiva a mudança na oferta e demanda, de modo que sua chegada traz dinamismo”.

Nesse sentido, o Brasil lidera a lista dos países latino-americanos com maior infraestrutura de telecomunicações e data centers. A posição geográfica torna-o atraente à Europa, aos EUA e à África. Mas outros países novos, como o Chile, a Colômbia e o México que têm saída aos dois oceanos e podem criar melhor conectividade, então começamos a ver esse desenvolvimento. O México está crescendo como um hub na região, competindo com o Brasil.

No que as empresas de tecnologia estão focando em matéria de tecnologia? Há vários anos se fala do 5G, mas sua implantação não caminha na velocidade esperada. “A tecnologia está aí, mas há lugares na América Latina em que ainda não há água, existe um nível de infraestrutura rural que nós, como região, temos que superar para trazer fibra”, diz Andrés Madero. E ele ressalta que, como é tão difícil fazer essa capilaridade de fibra, o melhor uso é o que determina o custo por bit das operadoras que estão implantando o serviço. “No acesso, passamos de velocidades de retorno de 10Gb para 100Gb e passamos a ver 400Gb. Também envolve o uso de roteadores de 400Gb e precisamos de uma força de computação muito maior. Isso é uma cadeia. Sobre transmissão óptica, já existem tecnologias de 4ª e 5ª geração de óptica coerente em que começamos a ver lambdas de 800Gb na rede, isso é trazido pela hiperescala”, diz Madero.

Olhando para o futuro, ocorrerão diversas mudanças nas telecomunicações. “Haverá mais cabos submarinos, em algum momento teremos um cabo saindo do Chile para a Austrália e teremos mais conectividade entre a Europa, Brasil e África. Essa conectividade vinda dos EUA ao sul vai aumentar porque os cabos atuais não atendem à necessidade atual de banda larga e backbone e tendências como IA exigirão uma quantidade muito grande de conectividade”, diz Mark Sánchez.

A interconectividade faz parte do futuro das telecomunicações. Quando falamos de interconectividade para o futuro, falamos do desaparecimento das fronteiras entre países. A tecnologia tem nos ajudado a fazer transmissões mais longas de forma eficaz e com menor latência, o que produz convergência de redes. Há uma explosão de pontos de interconectividade (data centers, edge data centers, redes celulares, etc...), mas para que isso aconteça é preciso que possamos enviar essas informações, o que implica que cada um dos países da região deve fazer um forte investimento na forma como a capilaridade da fibra óptica é feita”, diz Andrés Madero. Por último, será necessária uma maior eficiência na interligação, não só das infraestruturas de telecomunicações, mas também em termos de consumo de energia e de sustentabilidade.